Na semana de 19 a 25 de outubro de 2026, as previsões apontam para uma subida do gasóleo e uma descida da gasolina em Portugal. Segundo o ACP e fontes do setor citadas pelo SAPO e pela ECO, o gasóleo deverá subir cerca de 4,5 cêntimos por litro, enquanto a gasolina deverá descer cerca de 1,5 cêntimos por litro. Estes valores são indicativos e só se confirmam na segunda-feira, quando os postos aplicarem os novos preços.
As previsões de preços para a semana seguinte são divulgadas às sextas-feiras, no fecho dos mercados internacionais. O preço final depende do valor do Brent nesse dia e da evolução do câmbio do euro face ao dólar. Por isso, as estimativas conhecidas na sexta-feira podem sofrer pequenos ajustes até segunda-feira, quando os postos atualizam os valores nas bombas.
Na sexta-feira, 16 de outubro, os preços médios divulgados pela Direção-Geral de Energia e Geologia eram de 2,144 euros por litro para o gasóleo e 2,116 euros por litro para a gasolina 95. Estes valores servem de base às previsões para a semana seguinte. Com os ajustes esperados, o gasóleo deverá aproximar-se dos 2,189 euros por litro e a gasolina dos 2,10 euros por litro.
Nem todas as fontes apresentam os mesmos valores. A ECO aponta para 2,193 euros por litro no gasóleo e 2,095 euros por litro na gasolina, ligeiramente diferentes das estimativas do SAPO. Estimativas divulgadas a 15 de outubro pela CNN Portugal falavam apenas de uma subida de 4 cêntimos no gasóleo. Esta variação mostra que as previsões são aproximações e não valores garantidos.
A subida do gasóleo e a descida da gasolina na mesma semana refletem comportamentos diferentes dos dois combustíveis nos mercados internacionais. O gasóleo tem estado mais pressionado, enquanto a gasolina tem acompanhado a evolução do crude com menor intensidade. Esta diferença é relevante para quem tem de escolher qual o combustível a atestar ou para frotas com veículos de ambos os tipos.
Nos postos de marca própria, as previsões apontam para um aumento do gasóleo até 3,89 cêntimos por litro e uma descida da gasolina até 0,81 cêntimos por litro, segundo o HR Portugal. Estes valores são inferiores aos das marcas tradicionais, o que reflete políticas comerciais distintas. Para os consumidores, comparar preços entre postos da mesma zona continua a ser a forma mais direta de poupar.
Desde o início da guerra no Médio Oriente, o gasóleo acumula uma subida de 51,8 cêntimos por litro e a gasolina de 40,7 cêntimos por litro, segundo a ECO. Este acumulado ajuda a explicar porque é que os preços atuais estão acima dos níveis anteriores ao conflito. A comparação é feita com os valores em vigor antes do início da guerra, não com o ano anterior.
Na sexta-feira, 16 de outubro, o Brent descia 0,80% para 105,08 dólares por barril, mas acumulava um ganho semanal de 0,49%. O Brent é a referência do crude no Mar do Norte e influencia diretamente o preço dos combustíveis em Portugal. Um fecho em alta ou em baixa no final da semana pode alterar as previsões divulgadas no mesmo dia.
A partir de 17 de outubro, os postos de combustíveis são obrigados a afixar junto das bombas o desconto de ISP em vigor, identificado como "Redução ISP+IVA". A medida consta das regras em vigor e foi noticiada pelo SAPO. O incumprimento, com informação falsa ou desatualizada, é punível com coimas entre 1.000 e 3.000 euros.
O ISP é o Imposto sobre os Produtos Petrolíferos, um imposto que incide sobre cada litro de combustível vendido em Portugal. O Governo pode ajustar o valor do imposto para atenuar a subida dos preços ao consumidor, e esse ajuste é refletido no preço final. A obrigação de afixação permite ao consumidor verificar quanto do preço resulta do desconto em vigor.
A Portaria n.º 451-A/2026/1, de 9 de outubro, atualizou o desconto de ISP: no gasóleo passou de 10,029 para 9,647 cêntimos por litro, e na gasolina de 7,343 para 7,804 cêntimos por litro. Isto significa que o apoio ao gasóleo foi reduzido e o apoio à gasolina foi aumentado. Esta atualização é uma das razões pelas quais o gasóleo sobe e a gasolina desce na semana seguinte.
O Governo não prevê medidas adicionais além do desconto via ISP, que em 2026 custará 1,3 mil milhões de euros ao Estado, segundo o SAPO. Este valor representa o montante total que o Estado deixa de arrecadar devido ao desconto. Não estão anunciadas outras medidas de apoio direto aos consumidores para o setor dos combustíveis.
A procura por informação sobre os preços da próxima semana aumenta sempre às sextas-feiras e nas vésperas de fim de semana, quando saem as previsões. Esta semana há dois motivos adicionais: a subida do gasóleo, que ocorre no mesmo dia em que terminou uma descida, e a nova obrigação de afixação do desconto de ISP a partir de sábado. Estes fatores combinados explicam o aumento das pesquisas pelo tema.
O gasóleo vinha de uma descida de preço e, na mesma semana, as previsões apontam para uma subida de 4,5 cêntimos por litro. Esta inversão de tendência é um dos motivos que mais chama a atenção dos consumidores. A subida está associada à evolução do mercado internacional e à redução do desconto de ISP aplicado ao gasóleo.
Todas as previsões divulgadas antes de segunda-feira são indicativas e podem sofrer ajustes. O valor final depende do fecho do Brent na sexta-feira, da evolução cambial e de eventuais alterações no ISP. Por isso, o preço que o consumidor encontra na bomba na segunda-feira pode ser ligeiramente diferente do que foi noticiado.
Antes de abastecer, o consumidor pode consultar os preços praticados nos postos da sua zona através de plataformas online e aplicações que agregam dados oficiais. A DGEG disponibiliza preços médios e por posto, e existem sites que comparam valores entre marcas. Esta consulta permite escolher o posto mais barato nas proximidades e reduzir o custo do abastecimento.
Os postos de marca própria costumam praticar preços mais baixos do que as marcas tradicionais, mas as variações semanais também podem ser diferentes. Nesta semana, as previsões apontam para subidas e descidas mais suaves nos postos de marca própria. Para o consumidor, a diferença entre postos da mesma zona pode ser superior à variação semanal prevista.
Para quem tem veículos a gasóleo, a semana traz um aumento de cerca de 4,5 cêntimos por litro, o que se traduz num custo adicional por cada depósito. Num depósito de 50 litros, a subida representa cerca de 2,25 euros a mais. Para frotas com vários veículos, o impacto acumulado pode ser relevante e justifica atenção às previsões semanais.
Para quem tem veículos a gasolina, a semana traz uma descida de cerca de 1,5 cêntimos por litro, o que representa uma poupança modesta por depósito. Num depósito de 50 litros, a descida equivale a cerca de 75 cêntimos a menos. Ainda assim, a descida não compensa o aumento acumulado dos últimos meses.
O preço final na bomba resulta da soma do custo da matéria-prima, dos custos de refinação e transporte, das margens dos operadores e dos impostos, com destaque para o ISP e o IVA. O Brent influencia o custo da matéria-prima, enquanto o ISP é fixado pelo Governo e pode ser ajustado periodicamente. Compreender esta estrutura ajuda a interpretar as variações semanais.